Sobre o artista
Domenica de Ferranti (nascida em 1986) é uma escultora britânica cujo trabalho explora a relação expressiva e frequentemente instintiva entre o corpo humano, o movimento e a forma animalesca. Residente no sul de Londres, desenvolveu uma linguagem escultórica singular que equilibra a intensidade física com nuances emocionais, captando momentos fugazes de tensão, vulnerabilidade e transformação.
Trabalhando principalmente com bronze, madeira e gesso, de Ferranti enfatiza a tátilidade e o processo. As suas esculturas conservam traços visíveis da intervenção humana — marcas, texturas e irregularidades que conferem a cada peça uma sensação de imediatismo e de presença crua. Em vez de procurar a perfeição polida, abraça a resistência e a imprevisibilidade do material, permitindo que a forma surja através de um diálogo intuitivo e físico com o meio.
As suas obras figurativas retratam frequentemente corpos em estados de transição: contorcendo-se, alongando-se ou desmoronando-se, como se estivessem presos entre o controlo e a rendição. Estas poses ambíguas e dinâmicas esbatem as fronteiras entre o humano e o animal, sugerindo uma exploração mais profunda do instinto, da corporalidade e do subconsciente. O resultado é um conjunto de obras que transmite uma sensação simultaneamente terrena e primordial, convidando o espectador a uma resposta visceral.
Membro da Royal Society of Sculptors (MRSS), de Ferranti continua a expandir a sua prática através de exposições e encomendas, contribuindo para um renovado interesse pela escultura figurativa contemporânea. O seu trabalho insere-se num movimento mais amplo que procura resgatar o corpo — não como uma forma idealizada, mas como um espaço de tensão, memória e experiência vivida.


















































